1 – o (a) senador (a) fez alguma indicação para algum dos órgãos. Se sim, quem foi?
Fabiano Contarato: Não fiz indicações, pois sou contra apadrinhamentos. Entendo que os órgãos públicos devem ser geridos de modo técnico, com critérios de competência e de mérito. Defendo a promoção de processos seletivos.
2 – está havendo alguma unidade da bancada em torno dos nomes?
Fabiano Contarato: Não participo desse tipo de discussão. É de conhecimento público e da bancada que sou contra apadrinhamentos.
3 – já são quase seis meses de governo. Essa demora na definição dos nomes para os órgãos causa prejuízo ao governo e à sociedade?
Fabiano Contarato: A demora na definição de nomes que são gestores de órgãos públicos, certamente, atrapalha o funcionamento do governo. A crítica que faço é pela ausência de processo seletivo público transparente para esses cargos. Podemos, com isso, estar acumulando prejuízos diretos e indiretos porque, sem gestão, deixamos de atuar com propósito e com a aferição real de resultados na área de minas e energia, na preservação da nossa memória e cultura, em questões do abastecimento, na política agrária, no controle de doenças, nessas áreas que a reportagem cita. Acrescento a esses vazios o verdadeiro desmonte que estamos vivenciando na área do meio ambiente: no Ibama, no ICMbio, para ficar em rápidos exemplos. Tudo muito ruim. A sensação que passa é de caos, de desgoverno.
ENVIADO PARA TRIBUNA EM 21.06.2019