O recente episódio envolvendo decisões judiciais que comprometem diretamente os trabalhos da CPI do Crime Organizado não pode ser ignorado. É dever de quem exerce função pública zelar por um princípio fundamental: todos são iguais perante a lei. E, diante dos obstáculos encontrados, surge uma reflexão inevitável: será que, na prática, ainda existem cidadãos que se julgam acima dela? Será que as esferas de poder mais altas permanecem intocáveis?
A CPI do Crime Organizado termina o ano avançando na missão de compreender, com rigor e
independência, como as facções se estruturam e onde encontram apoio político, econômico e
institucional. Desde o início, como presidente da comissão, deixei claro que ela não atuará sob
climas partidários nem será instrumento de blindagem. Seu compromisso é com os fatos e com
a população brasileira.
Para toda ação, há sempre uma reação. Há mais de 300 anos, o físico Isaac Newton publicava essa que é uma das leis universais da nossa existência. Muito me impressiona, a essa altura, que o Congresso Nacional não compreenda a razão do aumento da desconfiança dos brasileiros com relação ao Parlamento – que chegou a 52%, de acordo com a última pesquisa Quaest, divulgada no início do mês.
Falar sobre segurança pública precisa ser uma bandeira do campo progressista. Com 27 anos de experiência como delegado, sei o quanto esse tema impacta a vida de cada um de nós. Precisamos transformar essa preocupação em ações, agir com responsabilidade e discernimento para garantir soluções concretas à sociedade.