CPI do Crime Organizado avança e aprova novas convocações para aprofundar investigações

Por março 18, 2026Notícias

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (18), novos requerimentos que ampliam o escopo das investigações sobre possíveis vínculos entre instituições financeiras e organizações criminosas.

Na primeira parte da reunião, os senadores analisaram, de forma conjunta, uma série de pedidos para dar sequência às apurações. A votação ocorreu de maneira simbólica e em bloco, permitindo maior celeridade aos trabalhos da comissão.

Para o presidente da CPI, o senador Fabiano Contarato, “o avanço das investigações é fundamental para enfrentar estruturas complexas de criminalidade. O crime organizado não atua de forma isolada.”

Os senadores aprovaram a convocação da empresária e influenciadora Martha Graeff, ex-noiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, do ex-governador de Mato Grosso, José Pedro Gonçalves Taques, e de outros nomes ligados a empresas investigadas, como Prime Aviation e Fraction 024: Artur Martins de Figueiredo, João Gustavo Haenel Neto, Flavio Daniel Aguetoni, Thatiane Garcia Silva, Rodolfo Garcia da Costa e Marcus Vinicius da Mata.

“Cada convocação aprovada representa um passo a mais na busca pela verdade. A sociedade brasileira espera respostas, e esta CPI seguirá firme, aprofundando as investigações e responsabilizando todos os envolvidos”, destaca Contarato, reforçando a importância de dar continuidade aos trabalhos.

Também foram aprovados requerimentos que tratam da transferência de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático, considerados estratégicos para o avanço das investigações.

Depoimentos
Na segunda parte da reunião, a CPI ouviu o fundador da Esh Capital, Vladimir Timerman, para esclarecer sobre a atuação de empresas de investimento e estruturas financeiras utilizadas em operações sob investigação.

O ex-diretor de fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza também foi convocado, mas não compareceu pois obteve decisão do ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF) facultando a vinda.